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Escolhendo uma distribuição

A escolha de uma distribuição GNU/Linux envolve diversos fatores e é motivo de discussão entre a maioria dos usuários. Um detalhe importante é que devemos levar em consideração, os fatores principais para esta tomada de decisão estão diretamente relacionados ao seu gosto pessoal e principalmente ao atendimento as suas necessidades.

Tudo bem, então me ajude a chegar a uma escolha

Não tenho a menor dúvida de que esta é a pergunta mais freqüente na absoluta maioria dos fóruns e listas de discussão sobre Linux no mundo.

Ela pode vir de várias formas. Pode ser genérica ou específica, aberta ou qualificada. O usuário novato que quer instalar o Linux em seu computador de casa pergunta qual a melhor entre as distribuições que ele viu na banca de jornal. O administrador de sistemas acostumado a outras arquiteturas quer saber qual a melhor distribuição para seu servidor. O usuário que não conseguiu fazer funcionar seu hardware quer saber qual a melhor para funcionar com Winmodems e outros periféricos de projeto exótico. E todos continuam perguntando: qual a melhor distribuição?

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Ao contrário de outras perguntas freqüentes, esta é uma que costuma ser sempre respondida. Isto porque a maior parte das distribuições possui verdadeiros fã-clubes, com usuários que recorrem a argumentos inflamados para tentar demonstrar mais uma vez, e definitivamente, que a sua distribuição de Linux preferida é a melhor de todas, incontestavelmente a única escolha sensata para instalação, não importando se é para rodar o Oracle em um servidor de 4 processadores, um programa de ensino à distância no Pentium 133 de uma escola ou os ambientes de trabalho da área de marketing de uma multinacional.

Entretanto, como as respostas dos vários fã-clubes se entrechocam, o usuário que fez a pergunta corre o risco de terminar com mais dúvidas do que tinha quando começou. Se a instalação é em um servidor, aparecem três bons argumentos para uso do Debian, mais três para o Red Hat, mais 3 para o Slackware, outros tantos para o SUSE, alguém dirá que o ideal é criar sua própria distribuição e outros responderão aos demais explicando por que eles não devem usar Debian, Red Hat, Slackware nem SUSE.

Ato contínuo, todos passarão a discutir entre si, buscando argumentos complexos sobre sistemas de gerenciamento de pacotes, dependências, quem é mais antigo, quem é mais livre, quem deu origem a quem e até sobre a vida pessoal dos mantenedores de cada uma das distribuições. Quem ainda não assistiu a este debate em uma lista de discussão?

A questão é antiga, e provavelmente insolúvel. Enquanto tivermos múltiplas distribuições, teremos seus fã-clubes e também os usuários querendo saber qual a melhor. Não há como evitar. Entretanto, os usuários experientes tendem a se importar com a desorientação causada nos novatos por este tipo de confusão, e procuram oferecer conselhos comuns, cheios de bom-senso e relativamente neutros. Sugerem consultar os websites das distribuições, consultar usuários da sua região (se você vai querer recorrer a eles para obter suporte, é bom usar a distribuição que eles conhecem), ou até mesmo experimentar mais de uma até encontrar a que mais se adapta a você.

Mas será que esta é a melhor resposta? Provavelmente sim, se tivermos que dar uma resposta curta. Entretanto, havendo tempo e espaço para elaborar, pode-se dar respostas mais completas, sem indicar alguma distribuição específica - já que em geral não se pode indicar uma distribuição específica sem conhecer exatamente as necessidades e as capacidades do interessado.

Afinal, qual é a melhor distribuição?

Já vi muitas tentativas de resposta a esta pergunta, baseadas nos mais diversos argumentos: uma seria a melhor por ser a mais antiga, outra por ter o maior número de pacotes, outra por dispensar instalação, outra por ser usada pelo próprio Linus Torvalds, outra por ser "a mais parecida com o Unix de verdade" (seja lá o que isso queira dizer), outra por ter um sistema de empacotamento superior, outra por não ter gerenciamento de dependências automático, outra por ser a mais livre, outra por ter o ciclo de atualizações mais longo, outra por oferecer mais documentação...

Como se vê, os critérios são múltiplos, e até mesmo conflitantes: os fãs de uma distribuição acham que a sua é a melhor por oferecer o maior reconhecimento automático de hardware, e os de outra acham que a sua é a melhor de todas porque não tem reconhecimento automático nenhum, deixando tudo nas mãos do administrador do sistema.

Há algumas classificações folclóricas também. Dizem que a distribuição X seria melhor para desktop, outra é a rainha dos servidores, a terceira suporta mais hardware... Embora várias delas tenham méritos em áreas específicas, também não é possível afirmar de maneira genérica que alguma delas seja a líder isolada e incontestável nestas categorias.

Mas estou no meu oitavo ano de participação em listas e fóruns de Linux, e já tive minha quota de entrar nesta discussão infinita. Com o tempo, fui desenvolvendo uma resposta padronizada (e que não menciona nenhuma distribuição específica) para oferecer a quem me pede ajuda para selecionar uma distribuição, e agora vou compartilhá-la com vocês. Use, adapte, copie, modifique, ou simplesmente ignore e continue fazendo tudo como você já fazia. Software livre é assim. Smile :-)

Certo, mas então como escolher

Não é possível responder de forma ampla qual é a melhor distribuição de Linux - a melhor sempre será a que atender mais perfeitamente às suas necessidades. A resposta depende do que você pretende fazer com o sistema, da sua capacidade e interesse de administrar o sistema, e até mesmo de sua atitude em relação a algumas questões políticas e filosóficas.

A maior parte das distribuições de Linux consegue disponibilizar o mesmo conjunto de serviços, embora às vezes de maneiras bem diferentes. Algumas já vêm com todos os aplicativos e serviços incluídos nos CD's de instalação, outras exigem downloads e instalações adicionais. Algumas se distinguem por uma ênfase em aspectos específicos do sistema, como a facilidade de configuração, a quantidade de aplicativos, a segurança, a personalização e vários outros.

No site LWN você pode encontrar uma lista atualizada e dividida em categorias das distribuições de Linux, das mais conhecidas às mais obscuras. Já no LinuxISO você encontra links para download de imagens de CD da maior parte delas. O site DistroWath é uma boa fonte de consulta para descobrir as várias distribuições GNU/Linux disponíveis e sua posição no ranking (mais utilizadas) de mercado.

E já que são tantas as opções, como escolher uma? O primeiro passo é saber o que recomendam as pessoas a quem você pretende pedir ajuda na hora das dificuldades. Sejam os colegas, ou um grupo de usuários, ou até mesmo um website ou revista, tente descobrir o que eles usam - se a distribuição indicada satisfizer os seus requisitos, poder contar com o suporte deles pode ser interessante.

Em seguida, faça uma lista de perguntas sobre os diversos aspectos que podem ser do seu interesse na hora de selecionar uma distribuição. É claro que eles variam de acordo com seu objetivo: selecionar uma distribuição "para ver qual é a cara desse tal de Linux" no seu micro pessoal é bem diferente do que escolher onde rodar o banco de dados do CRM de uma empresa com 1000 funcionários. Algumas perguntas que você deve tentar responder com a ajuda dos websites das distribuições, das revistas especializadas, da comunidade Linux e (por que não?) com uma mãozinha do Google são:

  • Esta distribuição é compatível com todo o meu hardware, infra-estrutura e demais aplicativos já em produção?
  • Ela inclui os recursos e pacotes de software de que necessito?
  • O processo de instalação e configuração está de acordo com minhas aptidões?
  • Ela tem documentação e treinamento em um idioma que eu entendo?
  • O suporte prestado (gratuito ou pago) atende minhas necessidades?
  • Há uma comunidade de usuários da qual eu possa participar?
  • Ela lança atualizações de segurança quando necessário?
  • Ela continuará sendo atualizada?
  • Ela é livre? É grátis? O preço é aceitável?

Sob um conjunto de critérios objetivos, todas as distribuições podem competir em pé de igualdade, e você pode selecionar a que pontuar melhor nos critérios que fizerem mais sentido para a sua situação específica. Procure as informações, conte os pontos e faça sua escolha!

O mesmo método pode ser aplicado para a seleção de outros softwares livres (Um SGBD, servidores dos mais diversos protocolos, ambientes, suítes de escritório, etc.), com adaptações simples e evidentes.

Então é errado eu preferir uma distribuição?

Claro que não, todos fazem suas escolhas. Nós mesmos temos nossa favorita, embora não ache que ela seja a melhor de todas. Conheço pessoas que tentam instalar todas as distribuições possíveis e não se fixam em nenhuma, e outras que são ferrenhas defensoras de alguma distribuição específica.

Mas na próxima vez que alguém lhe perguntar qual a melhor distribuição, pare para pensar: ao invés de simplesmente dizer que a sua preferida é a melhor, que tal ajudar a pessoa a fazer sua própria escolha? Ensinando a pescar, ao invés de simplesmente dar o peixe que estava mais à mão, talvez você preste um serviço de mais valor a quem perguntou - e ao Linux.

Agora descubra porque sugerimos o Ubuntu Linux

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O Ubuntu é um sistema operacional de código totalmente aberto, construído em volta do Kernel Linux. A comunidade do Ubuntu é construída em volta dos ideais descritos na Filosofia Ubuntu: que software deve ser disponibilizado gratuitamente, que ferramentas de software devam ser usáveis pelas pessoas em suas línguas locais e apesar de qualquer deficiência, e que as pessoas devem ter a liberdade de customizar e alterar o software de qualquer maneira que os atenda.

Por estas razões:

  • O Ubuntu será sempre gratuito, e não há taxa adicional por uma "versão empresarial". Deixamos nosso melhor trabalho disponível para todos nesses mesmos termos Livres.
  • O Ubuntu inclui as melhores traduções e infraestrutura de acessibilidade que a comunidade de software livre tem a oferecer, fazendo o Ubuntu utilizável pelo maior número de pessoas possível.
  • Novas versões do Ubuntu são liberadas regularmente; uma nova versão é feita a cada seis meses. Você pode usar a versão estável ou de desenvolvimento. Cada versão é suportada por, no mínimo, 18 meses.
  • O Ubuntu é totalmente comprometido com os princípios de desenvolvimento de software livre; nós encorajamos as pessoas a utilizarem, melhorarem e distribuírem software livre.

Veja aqui maiores detalhes sobre o Ubuntu GNU/Linux.

Créditos

Fonte: O texto apresentado nesta página é uma adaptação livre a excelente publicação do Augusto Campos em seu site BR-Linux.

Wikifier: arlei

Data: 13/06/2007

Mantenedor: arlei

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