SoftwareLivre

Alguns conceitos importantes

Veremos abaixo alguns conceitos importantes que irão facilitar o entendimento dos assuntos abordados em todo este guia.

GNU

O Projeto GNU, pronúncia gui-nú, foi lançado em 1984 para desenvolver um sistema operacional completo, no estilo UNIX, compreendido como software livre: o sistema GNU. Variantes do sistema operacional GNU, que usam o Kernel Linux, são hoje em dia amplamente usados.

O projeto GNU é fortemente ligado à filosofia do software livre, que é central aos projetos que derivam do mesmo, como o Ubuntu. O conceito de software livre é explicado mais abaixo, assim como o do GNU/Linux em página especifica.

Maiores detalhes e outros links importantes sobre o GNU podem ser consultados aqui.

CA - Código Aberto

O software chamado de código aberto, ou open source em inglês, é um tipo de software cujo código fonte é visível publicamente. O software de código aberto respeita as quatro liberdades definidas pela Free Software Foundation. Porém, não estabelece certas restrições como as contidas na GPL. É advogado pela Iniciativa do Código Aberto (Open Source Initiative).

Maiores detalhes sobre o assunto podem ser encontrados aqui.

GPL - Licença Pública Geral

GNU General Public License (Licença Pública Geral), GNU GPL ou simplesmente GPL, é a designação da licença para software livre idealizada por Richard Stallman no final da década de 1980, no âmbito do projecto GNU da Free Software Foundation (FSF).

A GPL é a licença com maior utilização por parte dos projetos de software livre, em grande parte devido à sua adoção para o Linux.

Veja aqui maiores detalhes sobre a GPL e seus objetivos.

Software comercial

Software comercial é o software desenvolvido por uma empresa com o objetivo de lucrar com sua utilização. Note que comercial e proprietário não são o mesmo. A maioria dos softwares comerciais são proprietários, mas existem softwares livres que são comerciais, e existem softwares não-livres não-comerciais.

Software proprietário

Software proprietário é aquele cuja cópia, redistribuição ou modificação são em alguma medida proibidas pelo seu criador ou distribuidor. A expressão foi cunhada em oposição à idéia de software livre.

Normalmente, a fim de que se possa utilizar, copiar, ter acesso ao código-fonte ou redistribuir, deve-se solicitar permissão ao proprietário, ou pagar para poder fazê-lo: seria necessário, portanto, adquirir uma licença, tradicionalmente onerosa, para cada uma destas ações.

Alguns conhecidos softwares proprietários são: Microsoft Windows, Real Player, Adobe Photoshop, Mac OS, Winzip, algumas versões do UNIX, entre outros.

SL - Software Livre

É uma questão de liberdade, não de preço. Para entender o conceito, você deve pensar em "liberdade de expressão", não em "cerveja grátis".

"Software livre" refere-se à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro tipos de liberdade, para os usuários do software:

  • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0).
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adapta-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Aceso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2).
  • A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Um programa é software livre se os usuários têm todas essas liberdades. Portanto, você deve ser livre para redistribuir cópias, seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa pela distribuição, para qualquer um em qualquer lugar. Ser livre para fazer essas coisas significa (entre outras coisas) que você não tem que pedir ou pagar pela permissão.

Você deve também ter a liberdade de fazer modificações e usa-las privativamente no seu trabalho ou lazer, sem nem mesmo mencionar que elas existem. Se você publica as modificações, você não deve ser obrigado a avisar a ninguém em particular, ou de nenhum modo em especial. De modo que a liberdade de fazer modificações, e de publicar versões aperfeiçoadas, seja significativa, você deve ter acesso ao código-fonte do programa. Portanto, acesso ao código-fonte é uma condição necessária ao software livre.

Você pode ter pago em dinheiro para obter cópias do software GNU, ou você pode ter obtido cópias sem custo nenhum. Mas independente de como você obteve a sua cópia, você sempre tem a liberdade de copiar e modificar o software. Para que essas liberdades sejam reais, elas tem que ser irrevogáveis desde que você não faça nada errado. Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, mesmo que você não tenha dado motivo, o software não é livre.

Entretanto, certos tipos de regras sobre a maneira de distribuir software livre são aceitáveis, quando elas não entram em conflito com as liberdades principais. Por exemplo, copyleft (apresentado de forma bem simples) é a regra de que, quando redistribuindo um programa, você não poderá adicionar restrições para negar à outras pessoas as liberdades principais. Esta regra não entra em conflito com as liberdades, na verdade, ela as protege. Regras sobre como empacotar uma versão modificada são aceitáveis, se elas não acabam bloqueando a sua liberdade de liberar versões modificadas. Regras como "se você tornou o programa disponível deste modo, você também tem que torna-lo disponível deste outro modo" também podem ser aceitas, da mesma forma. (Note que tal regra ainda deixa para você a escolha de tornar o programa disponível ou não.)

No projeto GNU, nós usamos "copyleft" para proteger estas liberdades legalmente para todos. Mas também existem softwares livres que não são copyleft. Nós acreditamos que existem razões importantes pelas quais é melhor usar o copyleft, mas se o seu programa é free-software, mas não é copyleft, nós ainda podemos utiliza-lo. Veja Categorias de Software Livre para uma descrição de como "software livre", "software copyleft" e outras categoria se relacionam umas com as outras.

Às vezes regras de controle de exportação e sanções de comércio podem limitar a sua liberdade de distribuir cópias de programas internacionalmente. Desenvolvedores de software não tem o poder para eliminar ou sobrepor estas restrições, mas o que eles podem e devem fazer é se recusar a impo-las como condições para o uso dos seus programas. Deste modo, as restrições não afetam as atividades e as pessoas fora da jurisdição destes governos.

Quando falamos de software livre, é melhor evitar o uso de termos como "dado" ou "de graça", porque estes termos implicam que a questão é de preço, não de liberdade. Alguns termos comuns como "pirataria" englobam opiniões que nós esperamos, você não irá endossar.

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A cópia fiel e a distribuição deste artigo completo é permitida em qualquer meio, desde que esta nota seja preservada.

Fonte

A grande maioria dos conceitos aqui apresentados foram retirados da Wikipédia e do site da Free Software Foundation, portanto toda e qualquer necessidade de um maior detalhamento ou mesmo definição de outros conceitos, podem e devem nestas fontes serem consultados.

Créditos

Wikifiers: arlei

Data: 25/05/2007

Mantenedor: arlei

Time de Documentação do Ubuntu Brasil

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